|
O verde luminoso da folhagem forra-a de tépida sombra, Numa mão embala a Vida, A outra fecha-lhe o rosto ao mundo, Se calhar agreste, E aí a sombra estriada das palmeiras é vergasta, Podendo ser carícia. Todos a vêem, todos os dias, de corpo inteiro, É preciso esfacelarmos a vista para lhe descobrirmos beleza angulosa, para sentirmos que a pedra, quando queremos, transpira sensualidade. |