O verde luminoso da folhagem forra-a de tépida sombra,

Numa mão embala a Vida,

A outra fecha-lhe o rosto ao mundo,

Se calhar agreste,

E aí a sombra estriada das palmeiras é vergasta,

Podendo ser carícia.

Todos a vêem, todos os dias, de corpo inteiro,

É preciso esfacelarmos a vista para lhe descobrirmos

beleza angulosa, para sentirmos que a pedra,

quando queremos, transpira sensualidade.

Outras Mulheres-Mães 

 Por Dinis Manuel Alves